Como abrir um arquivo DICOM (.dcm) passo a passo

Você recebeu um CD ou um pen drive com a sua tomografia (TC) e o computador não reconhece nada do que tem dentro. Não está danificado: os exames médicos usam um formato diferente do das fotos. Aqui está o que exatamente você recebeu e como abrir hoje mesmo, grátis e no navegador.

Atualizado em 15 de setembro de 2026

Tomografia DICOM aberta no navegador, com os três planos e a reconstrução em volume

Sem extensão

Os arquivos do CD quase nunca terminam em .dcm e mesmo assim são DICOM

DICOMDIR

É o índice do disco, não uma imagem: não apague ao copiar

Grátis

Nosso visualizador abre o exame no seu navegador, sem conta e sem enviar nada para vê-lo

A partir de $0

Para o médico que quer guardá-los no prontuário; no México, planos pagos a partir de $299 MXN por mês

Resposta rápida

Os arquivos do seu exame estão no formato DICOM, que o Windows e o macOS não sabem abrir sozinhos. Você precisa de um visualizador DICOM. O caminho mais curto é o nosso visualizador DICOM online: é gratuito, não pede conta e abre o exame dentro do seu próprio navegador — você arrasta a pasta do CD ou do pen drive e pronto, sem enviar nada para vê-lo. Se preferir um programa instalado, o Weasis é livre e gratuito para Windows, Mac e Linux. Não é preciso o visualizador que vinha no disco, e não vale a pena converter tudo para JPG.

Primeiro identifique o que você recebeu: pasta DICOM, DICOMDIR ou arquivos sem extensão

Antes de abrir qualquer coisa, olhe o conteúdo do disco ou do pen drive. Quase todas as clínicas de imagem e laboratórios entregam a mesma estrutura, e saber o que é cada coisa já resolve metade do problema.

O que você vêO que é na verdade
DICOMDIRO índice do exame. Não é uma imagem; diz ao visualizador onde estão as séries e em que ordem.
Pasta DICOM ou IMAGESÉ aqui que mora o exame, quase sempre em subpastas do tipo ST0000 / SE0000 com arquivos IM000001, IM000002…
Arquivos sem extensãoSão os cortes. Não terminar em .dcm não significa nada: o DICOM é identificado por uma assinatura interna, não pelo nome.
Um .exe, autorun.inf, pasta VIEWERO visualizador de Windows que a clínica incluiu no disco. É opcional e costuma ser a parte que falha.
Um PDF soltoO laudo do radiologista. Guarde à parte: é o texto que seu médico vai ler primeiro.

Um detalhe que tira muitas dúvidas: um arquivo DICOM é reconhecido porque traz as letras DICM gravadas no byte 128, depois de um preâmbulo vazio. Por isso renomear o arquivo para .dcm não resolve nada — e também não o danifica —, e por isso um arquivo chamado IM000034, sem ponto nem extensão, abre perfeitamente em qualquer visualizador. Se o computador oferece abri-lo com o visualizador de fotos e falha, não é que o disco tenha sido mal gravado.

Uma exceção que vale conferir: algumas clínicas entregam um arquivo .zip ou .iso. O zip é descompactado e dentro aparece a mesma pasta DICOM. O .iso é a imagem de um disco inteiro; no Windows abre com dois cliques (aparece como mais uma unidade) e no Mac também é montado sozinho. Nosso visualizador, aliás, aceita o .zip, o .rar, o .7z, o .tar e o próprio .iso sem descompactar.

Abrir sem instalar nada, direto no navegador

É o caminho mais curto e funciona igual no Windows, no Mac e no Linux. Você pode fazer isso agora mesmo no nosso leitor de tomografias online: é gratuito, não pede conta e o exame abre dentro do seu navegador — para vê-lo, nada é enviado a nenhum servidor, nós não o guardamos e nada fica quando você fecha a aba. Traz as ferramentas de sempre: ajustar o contraste (janela e nível), percorrer os cortes com a roda do mouse, medir em milímetros e, em tomografias, reconstruir nos três planos e em volume.

  • Copie o CD ou o pen drive inteiro para uma pasta do seu computador. Trabalhar direto do disco óptico é lento e, se ele estiver riscado, trava no meio do exame.

  • Abra o visualizador e arraste a pasta inteira, não um arquivo solto: um exame são centenas ou milhares de cortes, e um só não diz nada.

  • Nosso visualizador não precisa do DICOMDIR, ele lê a pasta completa; alguns visualizadores de desktop pedem que você abra esse arquivo para carregar o exame.

  • Espere a série completa terminar de carregar antes de julgar a imagem. Em tomografias pesadas, a barra demora.

  • Repare no que ele faz com seus arquivos. Se o visualizador serve só para vê-los, deveria processá-los no seu computador e não ficar com nada — é assim que o nosso funciona —; se além disso os guarda em uma nuvem, tem que dizer onde ficam e quem pode consultá-los. É informação médica sua; vale a pena ler.

Se preferir não depender do navegador, existe desktop: o Weasis é livre e gratuito (licença EPL) e roda no Windows, no Mac e no Linux. Continua sendo boa opção para quem revisa exames pesados todo dia ou sem internet. Para ver uma vez a sua ressonância magnética, o navegador poupa o download e a instalação.

E depois de ver, esse arquivo tem um destino: seu médico. Leve o CD ou o pen drive à consulta — com o laudo do radiologista em PDF — ou peça para ele subir ao seu prontuário, para que no controle daqui a seis meses dê para comparar com este exame sem você ter que carregar o disco de novo.

No Windows: por que o visualizador de fotos não reconhece e o que fazer com o .exe do CD

O Windows associa as extensões conhecidas aos seus aplicativos; o DICOM não está nessa lista e a maioria dos cortes nem sequer tem extensão. Por isso o app Fotos abre em preto, reclama do formato ou simplesmente não aparece como opção. Não há nada para consertar.

Sobre o programa que vem no disco: foi a solução de quinze anos atrás, quando os CDs iniciavam sozinhos. Hoje o Windows bloqueou a execução automática dos pen drives e restringiu a dos discos, o SmartScreen avisa sobre executáveis sem assinatura e muitos desses visualizadores esperam bibliotecas de versões anteriores do Windows. Você pode tentar entrar na pasta do disco e executar o arquivo na mão — costuma se chamar algo como viewer.exe, start.exe ou o nome da marca do aparelho —, mas se pedir permissão de administrador ou travar, pare de insistir: as imagens estão completas na pasta DICOM e qualquer outro visualizador as lê.

No Windows, o mais rápido é pular o .exe e abrir a pasta no visualizador DICOM do navegador, que não instala nada nem pede permissão de administrador. Se mesmo assim preferir um programa instalado, confira a licença antes de baixar. O Weasis é livre e gratuito (licença EPL) e serve tanto para uso pessoal quanto no consultório. O MicroDicom é gratuito só para uso pessoal e não comercial: para usar em um consultório é preciso pagar licença. O RadiAnt deixa testar grátis por tempo limitado e depois cobra licença, por assinatura ou permanente.

No Mac: o Pré-Visualização não abre DICOM; estas são as suas opções

No Mac o problema chega antes: o visualizador do CD é um executável de Windows e não roda no macOS, ponto. E o Pré-Visualização, que abre quase qualquer imagem ou PDF, não tem suporte a DICOM. Além disso, nenhum Mac recente vem com leitor de disco, então se você recebeu um CD vai precisar de um leitor externo USB ou pedir o exame em pen drive.

As saídas são duas. A primeira, e a que resolve o dia: o navegador. Você arrasta a pasta para o visualizador de tomografias online e pronto — sem instalar nada, não importa se o seu Mac é Intel ou Apple Silicon, e sem que o exame saia do seu computador para ser visto. A segunda, um visualizador nativo para macOS — o Horos e o Weasis são gratuitos e de código aberto, o OsiriX tem versão paga —, que vale a pena se você vai revisar exames com frequência. Atenção a um detalhe importante para pacientes: as versões gratuitas de alguns desses programas são distribuídas expressamente para uso não diagnóstico. Para ver e entender, elas são perfeitas; o diagnóstico é assinado pelo seu médico.

No celular: o que dá e o que não dá para fazer

Dá, com limites reais. A primeira barreira não é o visualizador, e sim a transferência: o telefone não tem leitor de CD, então primeiro é preciso passar o exame para o computador e daí para a nuvem ou para o telefone. No iPhone, o app Arquivos descompacta um zip e permite compartilhar a pasta com um app de visualização; no Android, o gerenciador de arquivos faz o mesmo.

O que funciona bem em tela pequena: uma radiografia (raio-X), uma mamografia vista de forma geral, um ultrassom (a ecografia, como se diz em Portugal), conferir se o exame corresponde à data e ao nome corretos. O que não: uma tomografia de várias centenas de megabytes com reconstrução em três planos. A memória do telefone estoura, o carregamento demora demais e ajustar a janela com o dedo é desconfortável justamente quando você mais precisa de precisão.

Um conselho que vale para os dois públicos desta página: não tire foto da tela para compartilhar o exame. A foto perde o contraste original, não dá para reajustar e não dá mais para medir. Compartilhe o arquivo, ou pelo menos uma exportação feita a partir do visualizador.

Quando o CD não é lido ou veio incompleto: o que pedir à clínica de imagem

Acontece mais do que parece: discos gravados sem fechar a sessão, riscados no caminho, exames que só trazem a reconstrução e não as séries originais, ou pastas em que falta metade dos cortes. Antes de desistir, teste o disco em outro computador e com outro leitor; muitas falhas são do leitor, não do disco.

Se mesmo assim não abrir, ligue para a clínica. Os exames ficam no arquivo de imagens dela (o PACS) por anos, então entregá-lo de novo é procedimento, não favor. Peça com estas palavras:

  • Que entreguem em pen drive ou pelo portal web, não em CD.

  • Que inclua os arquivos DICOM completos, com todas as séries, não só as imagens da reconstrução nem capturas em JPG.

  • Que venha o DICOMDIR junto com a pasta do exame.

  • Que acrescentem o laudo do radiologista em PDF, assinado e com data.

  • Se for um controle, que entreguem também o exame anterior para poder comparar.

Se mandarem por um portal com link e senha, baixe no mesmo dia: esses links expiram. E guarde uma cópia sua. As clínicas conservam os exames por tempo limitado, e o paciente que leva o histórico completo à consulta poupa ao médico metade das perguntas.

Se você é médico: que o exame não acabe na pasta de downloads

Até aqui, se você é paciente, já terminou: viu seu exame e sabe o que levar ao seu médico. O que vem a seguir é para o consultório.

Para abrir o CD que o paciente traz no meio da consulta, o visualizador gratuito do navegador serve do mesmo jeito. O problema do consultório começa depois: cada exame que você abre assim fica como uma pasta solta no computador de onde foi aberto. Seis meses depois, na consulta de controle, nem o paciente traz o CD nem você acha o arquivo, e não há como comparar com o exame anterior.

O que muda o fluxo é subir o exame ao prontuário do paciente assim que ele está na sua frente. Ali ele fica ligado ao histórico, abre de qualquer computador ou tablet, e o próximo controle é comparado com o anterior sem procurar nada. Além disso, você para de mandar exames por WhatsApp ou e-mail pessoal, que é onde de fato se perde o controle do dado. No México, a NOM-024 se aplica aos sistemas que trocam informação no Sistema Nacional de Saúde, e o critério de fundo — acesso controlado, criptografia e registro de quem consulta o quê — é o mesmo que você deveria querer para o seu consultório, mesmo que ninguém exija.

Exame DICOM aberto a partir do prontuário do paciente no Healthy Record

O mesmo CD, subido ao prontuário: abre a partir do histórico do paciente, não de uma pasta na área de trabalho.

No Healthy Record, a imagem vem incluída no prontuário, em todos os planos a partir do gratuito, sem contratar um PACS à parte. É o mesmo visualizador com que você pode ver tomografias online grátis e sem conta — MPR, 3D, medidas —, com a diferença de que ali o exame fica guardado no prontuário do paciente. Os planos e os valores estão na página de preços (em espanhol — o produto atende clínicas no México).

Perguntas frequentes

O que é um arquivo .dcm e por que meu computador não o reconhece?

É um arquivo no formato DICOM, o padrão mundial de imagem médica. Não é uma foto: guarda os cortes do exame com mais profundidade de bits do que um JPG, além da calibração física de cada pixel e dos dados do paciente e do aparelho. O Windows e o macOS não vêm com visualizador para esse formato, então mostram o arquivo como desconhecido. Ele não está danificado, só precisa de um programa que o entenda.

O que é o DICOMDIR e para que serve?

É o índice do disco: um arquivo, normalmente na raiz do CD e sem extensão, que lista quais exames, séries e imagens existem e em que pastas estão. Ele não contém a imagem. Muitos visualizadores pedem que você abra o DICOMDIR para carregar o exame completo de uma vez. Se copiar o CD para o computador, copie a pasta inteira, incluindo o DICOMDIR: se levar só algumas pastas soltas, o índice aponta para arquivos que já não existem.

Posso converter um DICOM em JPG ou PDF?

Sim, quase todo visualizador exporta para JPG, PNG ou PDF, e isso serve para mandar uma imagem rápida ao seu médico por mensagem. Mas é uma cópia degradada: você perde a profundidade de bits (por isso não dá mais para ajustar o contraste para ver osso ou tecido mole), perde a calibração em milímetros — as medidas deixam de valer — e perde os dados que identificam o exame. Guarde sempre os arquivos DICOM originais; o JPG é para mostrar, não para arquivar.

Por que o visualizador que vem no CD não abre?

Porque costuma ser um programa antigo de Windows, sem assinatura digital, que ainda depende de o disco iniciar sozinho. O Windows bloqueou a execução automática dos pen drives e restringiu a dos discos, o SmartScreen avisa sobre programas sem assinatura e muitos desses visualizadores foram compilados para versões anteriores do Windows. Em um Mac ele simplesmente não roda, porque é um executável de Windows. Não perca a tarde com o .exe: os arquivos DICOM do disco abrem em qualquer outro visualizador.

Preciso instalar algo para ver minha tomografia?

Não. Nosso visualizador DICOM online é gratuito, não pede conta e abre o exame dentro do seu próprio navegador: você arrasta a pasta do CD ou do pen drive e vê ali mesmo. Instalar um programa de desktop continua fazendo sentido se você vai revisar exames pesados todo dia ou sem internet, e nesse caso o Weasis é livre e gratuito para Windows, Mac e Linux.

Meus arquivos são enviados a algum servidor quando uso o visualizador do Healthy Record?

Para ver, não: o exame é lido e desenhado dentro do seu navegador, nós não o guardamos e nada fica quando você fecha a aba. É justamente por isso que dá para usar sem criar conta. Só há envio se você pedir o link para mandar ao seu médico, e nesse caso o exame é criptografado no seu dispositivo antes de sair: a chave viaja dentro do link e não chega até nós, então não conseguimos lê-lo, e o arquivo é apagado quando o link expira, em 72 horas. Com outros visualizadores web vale conferir: alguns enviam o exame para uma nuvem e o guardam por tempo indefinido, e isso eles têm que informar.

Já vi meu exame; isso substitui o que diz o radiologista?

Não. Ver seu exame serve para entendê-lo e para chegar à consulta com o arquivo em mãos, não para se diagnosticar. O diagnóstico é assinado pelo seu médico, e é feito em monitores calibrados para radiologia. Leve sempre o laudo do radiologista em PDF junto com os arquivos DICOM originais.

Recebi um pen drive em vez de CD, muda alguma coisa?

Para melhor: lê mais rápido, não risca e seu notebook provavelmente já nem tem leitor de disco. O conteúdo é idêntico — a mesma pasta DICOM, o mesmo DICOMDIR, às vezes o mesmo visualizador de Windows que também não abre sozinho — e se abre do mesmo jeito. A única diferença prática é que o pen drive pode ser apagado sem querer: copie o exame para o computador ou para a nuvem assim que receber.

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